MANUTENÇÃO 24 HORAS É DESTAQUE EM JORNAL
As atividades noturnas realizadas no Pátio São Gabriel, no Pátio Eldorado e na via foram destaque na 13ª edição do Jornal Metrô BH. A movimentada madrugada dos empregados desperta a curiosidade dos mais de 160 mil usuários que diariamente passam pelas estações do sistema. Saber quais atividades, como são feitas e porque são realizadas surpreende aqueles que estão nas estações apenas durante a operação, de 5h15 às 23h.
Ao todo, dez mil exemplares do jornal foram distribuídos entre os usuários que conheceram a rotina dos empregados da manutenção, realizada entre meia noite e 4h30 da madrugada, e que garante o funcionamento do Metrô no dia seguinte. A qualidade do serviço também é preocupação dessa equipe que contribui para os índices médios de cerca de 97% de pontualidade e regularidade das 291 viagens realizadas no sistema em dias úteis.
Trabalhando à noite há 25 anos, o assistente técnico Reinaldo Almeida Queiroz (GEELE) conta que é um dos veteranos no trabalho noturno responsável por deixar tudo pronto para a operação do dia seguinte. “Apesar de muitas pessoas não saberem que diversas atividades no metrô acontecem de madrugada, nosso desempenho é muito importante para que o sistema funcione normalmente”. Para o auxiliar operacional Divino Ramos Santos (GEVIE), que faz parte da equipe que realiza a poda das árvores e trabalha nas madrugadas do metrô há sete anos, “é muito importante que o corte dos galhos seja bem feito para não comprometer a operação”.
Na reportagem especial, os empregados também descreveram um pouco da rotina e da convivência nas madrugadas do metrô. Com mais de 25 anos de CBTU, o assistente condutor Itajiba Dias Duarte Filho (DEMOV), que já treinou dezenas de novos condutores, conta que a formação de maquinistas começa na madrugada. “As primeiras lições da operação de trens acontece fora da operação comercial, só alguns meses depois é que os treinandos passam a rodar nos horários comerciais, acompanhados por outros condutores”.
Já os técnicos Isac Ângelo e Leonardo Corgozinho (DEMAR) que lidam com os processos de inspeção de rotina dos trens dizem que apesar de algumas noites solitárias, não trocam as madrugadas pelo trabalho ao longo do dias. “Embora seja um trabalho que poucos vêm, temos consciência de como é importante checar todos os itens cuidadosamente a cada madrugada. Às vezes, um parafuso solto ou uma lâmpada queimada pode trazer grandes transtornos”, explica Adriano Fontes.
O assistente condutor Gilmar do Carmo Neves (DEMOV), que passa boa parte das noites operando trens na linha de lavagem diz que prefere o trabalho noturno. “Lidamos com os mesmos perigos que vemos durante o dia na via, mas à noite parece que estamos mais concentrados e podemos fazer melhor”.