Em março de 1998 o Governo Federal iniciou a implantação da linha 2, através das obras do ramal Calafate-Barreiro.

Existiam diretrizes para a expansão do sistema metrô com diversos cenários. Nenhum deles estava devidamente consolidado com as instâncias de tomada de decisão em qualquer nível da esfera federal, estadual ou municipal. Dentre os problemas que existiam de imediato se impunha de como seria a utilização da faixa da RFFSA que está concedida para exploração pela MRS e FCA, e outro a operação entre a Gameleira e o hipercentro com as conexões entre as linhas 1 em operação e a futura linha 2.

Mesmo sem essas definições estruturais o projeto foi sendo planejado e implantado de uma forma incremental, em função dos recursos que eram incluídos no orçamento da União, como uma forma de alavancar os recursos necessários para a obra e para elaborar os orçamento seguintes. Foram definidos os esquemas de operação de vias que nortearam os projetos sem contudo se aprofundar no desenvolvimento dos projetos executivos.

As questões operacionais que se apresentavam esbarravam no cenário com operação em Y em Calafate, com a necessidade de implantação de uma outra linha dupla paralela à atual linha 1 do metrô com diversos desdobramento na área central, entre eles o atendimento a Av. Augusto de Lima e a Praça Raul Soares. Este cenário apresentava diversos problemas de carregamento das linhas e conexões e a falta de atratividade ao longo do trecho paralelo sem aproveitamento efetivo.

Desta forma, ainda que o projeto do ramal Calafate-Barreiro estivesse implantado na totalidade, o problema operacional estaria presente. Como fazer a integração sem duplicar a linha no trecho paralelo com a linha 1 e como fazer a conexão em Calafate.

Com a ampliação dos debates foi consolidado com a Prefeitura de Belo Horizonte que o cenário para a linha 2 seria o que atendesse a cidade através de um trecho subterrâneo através da Av. Amazonas atingindo o hipercentro e área hospitalar. Diretriz esta que foi adotada e posteriormente utilizada na concepção das linhas 2 e 3, e na contratação do seu projeto executivo, que alteraram significativamente a previsão inicial, de uma forma mais coerente e racional.

Os recursos já aplicados no ramal Calafate-Barreiro somam aproximadamente 60 milhões de Reais.

Atualmente estão previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal o investimento na ordem de 165 milhões de Reais durante os anos de 2007 a 2009, que permitirão as seguintes intervenções: Passagem inferior na Rua Benjamim Flores, Passagem inferior na Av. Tupã, desapropriações, e vedação da faixa.