Com
apoio do Banco Mundial, a CBTU contratou um Plano
Diretor de Transporte sobre Trilhos para a Região
Metropolitana de Belo Horizonte, com o objetivo
de estabelecer as diretrizes de expansão
do Metrô e definir a implantação
de novas linhas, num horizonte de 20 anos. Uma
das premissas para o desenvolvimento do estudo
foi a de inserir o metrô no hipercentro
da cidade e aumentar a acessibilidade ao sistema
sobre trilhos.
O
estudo foi elaborado por empresa especializada,
que utilizou como base de dados a pesquisa Origem
e Destino domiciliar realizada pelo Governo
do Estado em 1992 e expandida em 1995 pela BHTRANS,
e teve o acompanhamento dos órgãos
gestores de transportes da RMBH.
Foram
analisados os principais corredores de tráfego
de Belo Horizonte e as vias de acesso aos demais
municípios da RMBH. Entre eles destacam-se
a Av. Pedro II, a Carlos Luz, a Antônio
Carlos, a Amazonas, a José Cândido
da Silveira, a Cristiano Machado, a Nossa Senhora
do Carmo, a Raja Gabaglia, a Rua Niquelina,
a Rua Padre Eustáquio.
A
partir da análise dos volumes de tráfego
nestas vias, foram propostos sete cenários
de implantação de sistemas sobre
trilhos no âmbito metropolitano e verificados
os carregamentos das novas redes.
Em
função das demandas verificadas,
foi analisada a implantação do
modo ferroviário na diretriz das Avenidas
Pedro II, Carlos Luz, Olegário Maciel,
Raja Gabaglia, Augusto de Lima, Afonso Pena,
Nossa Senhora do Carmo, e ainda uma linha periférica
ligando as estações Vilarinho
- BR 040 (Ceasa) - Eldorado e Barreiro.
Ao
final, foi escolhido um cenário que prevê
a inserção do metrô no hipercentro
de Belo Horizonte, através de uma linha
na diretriz Pampulha / Savassi, cruzando a área
central sob a Av. Afonso Pena e a expansão
da Linha 2 Calafate / Barreiro em direção
à região hospitalar, permitindo
a integração com a linha 1 Eldorado
/ Vilarinho. Assim a linha 2 do Metrô
de Belo Horizonte será a linha Barreiro
/ Hospitais, com um trecho em superfície
no trecho Barreiro / Calafate, com 10 km de
extensão e um trecho subterrâneo,
com 6,5 km de extensão, passando pela
Avenida Augusto de Lima, Praça Raul Soares,
Av. Amazonas, Praça Sete e região
Hospitalar. Já Linha 3 - Pampulha / Savassi
deverá partir da estação
Pampulha, localizada próximo ao Aeroporto
da Pampulha ou à Universidade Federal,
seguindo pela Av. Antônio Carlos, cruzando
a Lagoinha e tendo continuidade através
da Av. Afonso Pena, Av. João Pinheiro,
Av. Cristóvão Colombo até
a Praça Diogo de Vasconcelos, ou Praça
da Savassi. Esta linha deverá ser totalmente
subterrânea e possui 11,5 km de extensão
O trecho prioritário é Lagoinha
/ Savassi, objetivando a redução
dos veículos na área central.
A
demanda prevista para as três linhas do
Metrô deverá ser de 1.302.000 passageiros/dia
para o ano de 2009 e 1.470.000 para o ano de
2019. No horário de pico, o carregamento
máximo por sentido no ano de 2009 deverá
ser de 40.000 passageiros na linha 1, 20.000
passageiros na linha 2 e 35.000 na linha 3.
Com a implantação das novas linhas,
o metrô atenderá a demanda de transporte
na região metropolitana, e em especial
a área central de Belo Horizonte e todos
os principais pólos de geração
e atração de demanda, tais como
o hipercentro da cidade, a região industrial,
a região norte considerada área
dormitório, a região hospitalar,
a do Barro Preto (fórum e confecções),
a da Praça da Liberdade (serviços
públicos), a Savassi (comercial), a Pampulha
(aeroporto, universidade e hospitais). Com esta
rede será possível promover uma
grande racionalização do sistema
de transporte, reduzir os congestionamentos,
os acidentes e a poluição atmosférica.